Capítulo 3 — Departamento de Recursos Artificiais

Capacidade cognitiva / Inteligência / QI

Quando estamos preenchendo uma vaga de trabalho com um recurso humano, muitas vezes submetemos os candidatos a testes cognitivos, como o teste de QI ou o GMAT.

Por quê? Porque queremos pessoas inteligentes em nossa equipe.

Mas com os Agentes IA, é diferente.

Nós não testamos sua inteligência.

Nós escolhemos sua inteligência.

Como já comentei no início deste livro, os “cérebros” dos Agentes IA são os modelos de linguagem ou LLMs (Language Learning Models).

É ali que reside a inteligência artificial que dá vida aos nossos Agentes.

E há vários desses “cérebros” disponíveis, cada um com suas próprias capacidades e especializações.

Alguns são melhores em tarefas criativas, como escrita e ideação.

Outros são melhores em tarefas analíticas, como pesquisa e análise de dados.

E alguns são simplesmente mais inteligentes de forma geral, capazes de lidar com uma ampla gama de tarefas complexas.

Ao criar um Agente IA, nós selecionamos qual desses cérebros ele vai ter.

É como se pudéssemos escolher o QI dos nossos funcionários.

Mas é importante notar que nem sempre escolher a inteligência mais avançada é a melhor estratégia.

Assim como contratar humanos mais inteligentes geralmente custa mais, usar modelos de linguagem mais poderosos também tem um custo maior.

Falaremos mais sobre isso no tópico sobre Custo e Salário dos Agentes IA.

Além disso, ter mais Agentes com inteligência média e bons currículos pode, em certos casos, entregar melhores resultados do que ter um único Agente super inteligente.

Exploraremos mais essa ideia quando falarmos sobre Equipes Multi-Agentes e Equipes Híbridas de Agentes e Humanos.

Então, como decidimos qual nível de inteligência nossos Agentes precisam ter?

Depende do problema que estamos tentando resolver, do processo que estamos tentando melhorar, ou do projeto que estamos tentando realizar.

Também depende do orçamento que temos disponível e da estratégia geral de nossa equipe de IA.

A chave aqui é entender que, com Agentes IA, temos controle direto sobre sua capacidade cognitiva.

Não estamos limitados pelo pool de candidatos disponíveis.

Podemos personalizar a inteligência de nossos Agentes de acordo com nossas necessidades específicas.

É um poder imenso, mas também uma responsabilidade.

Precisamos ser estratégicos em nossas escolhas, sempre considerando o valor que um determinado nível de inteligência trará versus o custo de implementá-lo.

Nem sempre o Agente mais inteligente é a resposta.

Às vezes, uma abordagem mais balanceada e diversificada pode ser o melhor caminho.

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