Salário e remuneração
Quando eu era criança, não entendia a expressão “vender igual água”.
Eu pensava: “Eu quase não compro água. Quase nunca vou à padaria comprar uma garrafa de água, pois tem água em casa.”
Mas depois que cresci, fui entendendo que a água de casa também era comprada.
Só que era comprada de um jeito diferente.
Era tão “comprada” que tinha um cano de água na minha casa, já vendendo a água.
E meus pais pagavam no fim do mês o que usamos.
Com os Agentes IA, é a mesma coisa.
Tem um “cano de inteligência” ligado pela internet ao seu agente, trazendo o “cérebro” dele.
O que você está comprando, na verdade, é a inteligência.
Quando você “compra” o cérebro do seu agente, o que você está pagando é essa inteligência que vem pelo “cano da internet”.
A inteligência é processada lá nos data centers, e o resultado dessa inteligência vem pelo cano.
E você vai pagando conforme o uso.
Então, o “salário” do seu Agente IA vai depender diretamente do uso que você faz dele.
Diferente de uma pessoa, que geralmente é paga por hora, aqui você literalmente paga o agente por cada pensamento.
Pensamentos grandes, pensamentos pequenos, e a quantidade deles.
E também quão inteligente é o cérebro que está pensando.
Existem várias maneiras de configurar o quanto você quer pagar por essa inteligência.
Mas o princípio básico é o mesmo: você paga por uso, por processamento.
Agora, também é possível rodar um cérebro de IA localmente, sem precisar de internet.
Alguns cérebros de IA, como os da Meta (Facebook) ou da DeepMind, estão disponíveis para download.
Você pode baixar esses modelos e rodar em um equipamento dentro da sua própria empresa, sem precisar de conexão com a internet.
Sim, a inteligência artificial pode rodar em um computador bem na sua frente!
Nesse caso, o seu investimento no Agente IA é um investimento em máquina, em um computador suficientemente poderoso para poder “pensar”.
E a partir daí, o custo é basicamente a energia elétrica consumida a cada “pensamento”.
Mas já adianto que, a menos que você invista milhões em uma máquina dessas, você só vai conseguir rodar as inteligências mais “burrinhas”.
No entanto, ainda assim há espaço para agentes que rodam localmente, principalmente para fazer pequenas tarefas simples em equipes multi-agentes.
Nesse tipo de arranjo, as tarefas mais complexas ficam com os agentes mais inteligentes, que rodam na nuvem.
Enquanto as tarefas mais básicas podem ser delegadas para esses agentes locais mais simples.
É tudo uma questão de estratégia e otimização de recursos.